Refletindo sobre a Campanha da Fraternidade 2012

Além de todos esses contributos, é preciso que todos nós voltemos o nosso olhar para os enfermos neste tempo em que a cultura e a mídia exaltam a beleza, o culto ao corpo, à saúde e à forma física. Nesse contexto, o enfermo acaba por ser relegado a um segundo plano, um peso para a família e um ônus para o estado. Em pleno século 21 é preciso alertar para o risco de não relegarmos ao esquecimento o ser humano, o nosso próximo, o nosso irmão e irmã. É preciso cada dia mais sensibilidade!

A saúde é um direito e não pode, em hipótese alguma, ser negada e os enfermos são seres humanos, brasileiros, cidadãos necessitados de cuidado e proteção. Se se compreende isso, a doença e o sofrimento devem ser apelos à irmandade, à solidariedade, à igualdade, pois nenhuma dessas realidades fazem distinção de pessoas, de raça, de credo ou de status. Por isso é que devemos lutar constantemente em favor da vida e combatermos tudo o que incorre para ela, inclusive o que impede com que os que os doentes tenham acesso ao tratamento e ao cuidado necessário na família e na rede pública.

A Campanha da Fraternidade não deve encerrar com o término do tempo quaresmal. A problemática da saúde é atual e deve ser continuada a sua reflexão e mais ainda ações concretas em favor que de um sistema de saúde mais igualitário e eficiente.