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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Podemos encher nossa vida de sentido!


Geraldo Trindade 

           O vazio existencial se tornou na contemporaneidade o grande desafio que o homem deve enfrentar.  Na tentativa de não experimentá-lo o homem pós-moderno busca camuflá-lo no consumismo, no imediatismo, no hedonismo e no individualismo. Neste universo, a existência humana é marcada pelas expressões do presente. É a partir dele que se deve “encher” a vida de sentido sob  várias formas e maneiras. Assim, sendo a morte se torna o último e o grande obstáculo, pois ela representa o cessamento da busca e do preenchimento de sentidos. Porém, a morte não é o fim de tudo, ela não é a má sorte das esperanças humanas ou uma libertação do fardo existencial que é a vida. Diante do peso da existência não basta simplesmente “sobreviver” sob o peso das incertezas, dos medos e das inseguranças; mas é preciso que viva uma vida carregada de sentido.
            Como encarar a presença de outros, que marca e contribui para encher a vida de sentido? Mas e quando a realidade nos encurrala e não se é capaz de oferecer um sentido para a vida? Como diz o adágio popular: “quando já não se encontra gosto em viver”? Como seguir em frente diante das circunstâncias injustas e dolorosas? Nestes momentos cresce o sentimento de vazio, de incapacidade de lidar e de suportar o peso da existência e da condução da vida. É-se invadido pela impotência, pela desolação, pelo desânimo e pela tristeza. Passa-se a acreditar que o tudo na verdade é o nada. O vazio grita aos ouvidos e perturba radicalmente o rumo da vida.
            Podemos e devemos encher a vida de sentido, porém sozinho nunca se consegue. É preciso a presença de Alguém.
            Diante da dor, do mal, da angústia e até da morte, Cristo experimentou a dimensão humana de depender de um Outro, ou seja, do Pai, de Deus. Mas, em que a atitude de Jesus faz diferença? No momento mais terrível, da agonia, Ele pediu que a cruz lhe fosse poupada (Lc 22, 41-44). Em Cristo vê-se claramente que a vida não é a última instância, o último fôlego de existência (2 Cor 5,17). Mas, a existência humana se estende para além e vai ao encontro do Pai.
            Para esperar, nos diz Bento XVI, “o ser humano necessita do amor incondicionado. Precisa daquela certeza que o faz exclamar: ‘nem a morte, nem a vida (...) poderá separar-nos do amor de Deus que está em Cristo Jesus’ (Rm 8, 38-39). Se existe esse amor absoluto com sua certeza absoluta, então – e somente então – o homem está ‘redimido’, independentemente do que lhe possa acontecer naquela circunstância” (Spe Salvi, 26).

            Somente a presença de Cristo é capaz de dar sentido à dor e à injustiça.  “O melhor lugar para nos encontrarmos com o Senhor é a nossa própria fraqueza. Encontramos bem Jesus nos nossos pecados, nas nossas culpas, nos nossos erros”, lembrou-nos o papa Francisco na Quaresma de 2014. É preciso deixar Cristo habitar nas fraquezas humanas porque Ele bate na porta de nossos corações todos os dias, basta que se abra e deixa Jesus entrar nos corações e fazer morada, pois “sabemos que todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus, dos que são chamados de acordo com sua vontade” (Rm 8, 28).

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Quanto vale seus sonhos?
Geraldo Trindade
           
      É sempre presente no coração do homem a ânsia de buscar realizar-se. O homem projeta suas expectativas, imagina e as tenta realizá-las. Nem precisam ser grandes sonhos, que transformaria a vida  humana, mas sonhos simples, nem por isso pequenos ou menores.
            Sonhos! Às vezes sonhados, às vezes desacreditados pelos outros. Mortos, nunca. Porque eles nos mantém vivos e no caminho da felicidade. Quantos, porém, renegam a felicidade colocando seus sonhos nas prateleiras empoeiradas e escondidas. Então, olhamos para o passado e recordamos com saudade os sonhos sonhados, porém não realizados. Por quê? Por nossa própria culpa. Fomos o primeiro a não acreditar neles.
            Quantos deixam de realizar em si todo aquele potencial de sonhos dentro dele mesmo!
            Quantos labutam com afinco por um sonho qualquer!
            Quantos abraçam, vivem e realizam sonhos alheios!
            Quantos impõem aos outros seus sonhos, suas expectativas e esperanças!
            Devemos “viver os sonhos” ou somente sonhá-los na liberdade de se construir como homens e mulheres melhores? Juntamente a isso alia-se o prazer em viver a vida em toda a plenitude que essa palavra carrega.
            Podemos ver uma passeata da janela, sorrimos, simpatizamos com a causa, nos divertimos; mas podemos estar lá. Em nossa própria vida, às vezes nos contentamos em sermos somente expectadores. Guardamos somente para nós a vida, os sonhos, as alegrias e os medos.
            No oceano da vida não basta ir, visitar ou então achar a paisagem bonita, talvez registrá-la. Neste oceano, que é a vida, só se sabe qual é a sensação e como é, se eu mergulhar, lançar-me e experimentar.