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sexta-feira, 31 de maio de 2013

O que o Papa Francisco vem fazer no Brasil?




Geraldo Trindade


            Por que o Papa Francisco vem ao Brasil? O que este homem tem a nos falar?
            Ele vinrá ao país em 2013 para participar da 18ª Jornada Mundial da Juventude.
            Não é com pouco pesar que vemos o egoísmo imperando, as famílias se desfragmentando, o ódio entre segmentos sociais se acirrando, a ausência de amor, de alegria, de esperança se instalando. O trabalho digno é privilégio de alguns, o desemprego ainda marca profundamente nossa realidade, as drogas invadem os lares, a violência ceifa vidas, a depressão atinge milhares de homens e mulheres...
            Apesar de tudo isso, nada impede os jovens de sonharem. É próprio deles desejarem algo mais do que o cotidiano da vida. O jovem é o ser do novo, da relação interpessoal vivida na verdade e na solidariedade, da amizade autêntica, do verdadeiro amor, do futuro sereno e feliz... Perguntam-se qual o sentido da vida, buscam porto seguro para reabastecer a força e zarpar em busca de seus ímpetos mais sublimes e generosos.
            Vivendo nesta realidade, a figura do papa representa que há uma alternativa onde se possa encontrar, na vastidão e na beleza da vida, uma segurança e um sentido. Francisco vem para reafirmar que tudo o mais é insuficiente quando se descobre que o nosso desejo da vida é Aquele que nos criou. Ele deixou sua marca indelével em nós, por isso aspiramos o amor, a alegria e a paz.
            A vinda do papa nos deixará um imenso legado espiritual. Será uma oportunidade ímpar de se ver o rosto da juventude católica, de renovar e solidificar a todos na fé e no amor à Igreja. É a certeza de que vale a pena acreditar em Deus, de dar a sua vida em favor dos outros.
            Trazemos dentro de cada um de nós inúmeras questões e dúvidas. Procuramos resposta e não pararemos de buscá-las, mas trazemos a certeza de que só será possível encontrá-las por meio de Jesus Cristo, Aquele a quem o papa, figura de Pedro, insiste que confiemos. “O Rei que seguimos e nos acompanha, é muito especial: é um Rei que ama até à cruz e nos ensina a servir, a amar. E vós não tendes vergonha da sua Cruz; antes, abraçai-a, porque compreendestes que é no dom de si,  no sair de si mesmo, que se alcança a verdadeira alegria e que com o amor de Deus Ele venceu o mal. Vós levais a Cruz peregrina por todos os continentes, pelas estradas do mundo. Levai-la, correspondendo ao convite de Jesus: ‘Ide e fazei discípulos entre as nações’ (cf. Mt 28, 19), que é o tema da Jornada da Juventude deste ano.” (Papa Francisco)
            Rumo à Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, certos de que os jovens respondem com prontidão quando é proposto com fé com sinceridade e verdade o encontro com Cristo, fundamento da nossa fé. Incentiva Francisco aos jovens: “devem dizer ao mundo: é bom seguir Jesus; é bom andar com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de nós mesmos para levar Jesus às periferias do mundo e da existência. Três palavras: alegria, cruz, jovens.


terça-feira, 7 de maio de 2013

Os jovens e um novo Pentecostes


Geraldo Trindade
Bacharel em filosofia e cursa teologia 


O maior país católico está prestes a vivenciar um momento ímpar no processo de evangelização. A Jornada Mundial da Juventude convocada por Bento XVI para o Brasil em julho com o tema “Ide e fazei discípulo entre todas as nações” (Mt 28,19) entrará na história por ser uma jornada de dois papas e ainda mais porque será presidida pelo papa Francisco, o 1º papa latino-americano.

            A Jornada quer ser um novo Pentecostes na vida de inúmeros jovens e católicos. O Espírito Santo em ação infinita nos corações cansados e feridos, quer dar um novo impulso e ânimo na fé.
            O Brasil é inegavelmente de raiz cristã-católica; mas isso não o blinda das problemáticas da pós-modernidade. Avança avassaladoramente a secularização na concepção de uma vida sem Deus, na qual o homem se absolutiza e passa a querer construir a si mesmo sem o referencial do Absolutamente Outro, Deus. O progresso, em especial nos meios de comunicação social e as distâncias geográficas quase chegam a ser anuladas. Porém tais avanços não foram capazes de gerar e fortalecer valores como compreensão e comunhão. Tais valores quando existentes são marcados pela superficialidade e acabam gerando conflitos entre as gerações e entre as pessoas.


            Assustadoramente assistimos, quase cotidianamente, conflitos e agressões, onde transparece a mentalidade de que compreender o outro é passado e difícil demais, pois cada um quer que seu eu e interesses sejam prevalecidos. Outro fator, que é o progresso da ciência e da técnica quer ter o intuito do domínio absoluto do corpo humano e das forças da natureza.


            É diante desde mundo que a Igreja Católica lança o convite a todos os jovens a serem testemunhas do Absoluto, a perseguirem valores que engrandeçam o coração cansado, a doarem-se por um projeto de vida elevado, que só Jesus Cristo é capaz de dar, por meio da vivência do amor, do perdão, da caridade e da solidariedade. O grande convite é viver hoje a realidade histórica da presença do Espírito Santo sobre nós.
            Pentecostes foi a vinda do Espírito Santo, de modo visível e palpável sobre os apóstolos e a Igreja em Jerusalém. Sob a forma de um vento forte, o Espírito impeliu a Igreja que nascia a trilhar seu caminho na história. Como fogo veio iluminar as mentes e inflamar de amor os corações temerosos dos apóstolos. Com ousadia e coragem saíram anunciando a novidade do Evangelho, não encontrando barreiras geográficas e linguísticas.
            A ação do Espírito Santo não está presa ao passado da Igreja, mas se prolonga e se perpetua no tempo, aqui e agora. Ele quer a cada dia renovar a Igreja e o mundo, além de toda e qualquer fronteira. Ele quer conduzir homens, mulheres, jovens e crianças de hoje em vista de um mundo novo.

            E eis que vem um simpático senhor, pai do mundo todo, o Papa Francisco convidando a abrir a porta da nossa vida à novidade de Deus: “Deus está a fazer novas todas as coisas, o Espírito Santo transforma-nos verdadeiramente e, através de nós, quer transformar também o mundo onde vivemos. Abramos a porta ao Espírito, façamo-nos guiar por Ele, deixemos que a ação contínua de Deus nos torne homens e mulheres novos, animados pelo amor de Deus, que o Espírito Santo nos dá.” Ele une suas palavras ao desejo do papa Bento XVI de verem todos os jovens a serem santos-missionários, testemunhas apaixonadas de Cristo e evangelizando no meio de uma sociedade que quer esconder Deus dos olhos apaixonados de inúmeras pessoas que guardam a fé e a cultivam.

            Os jovens de fé de cada uma de nossas comunidades são chamados pelo Papa, pela Igreja e por Cristo a darem testemunho de fé, a edificar uma nova civilização de vida, de amor e de verdade. Nesta grande empreitada o Espírito Santo quer mais nos transformar e renovar. Infelizmente nem sempre abrimos o nosso coração à sua novidade, sabedoria e força. Ele tem pressa, quer agir e só depende de nós.
            Com espírito novo e renovado somos convidados a agir como cristãos, não nos fechando em nosso próprio eu, mas orientando-nos ao outro por Cristo; ou seja, acolher em nossa vida, atos e palavras toda a Igreja e deixarmos que ela nos acolha e nos oriente. Quando o discípulo-missionário de Cristo, o batizado, fala, pensa, age; ele o faz pensando na humanidade que necessita do seu testemunho de viver como Cristo, inspirado pelo Espírito Santo segundo o desígnio do Pai.

quarta-feira, 13 de março de 2013

O novo papa, Francisco, tem muito a nos ensinar!



Geraldo Trindade




Sob o olhar e expectativa de todo o mundo, católicos e não católicos, aguardaram ansiosos o início e o fim do conclave. Quem se tornaria o líder e pastor da milenar Igreja Católica? Quem sucederia o apóstolo Pedro na cátedra romana, após o carismático João Paulo II e o intelectual Bento XVI? Quem guiaria a barca da Igreja em meio aos reveses e exigências do século 21 e da pós-modernidade?
            Não poucas foram as especulações em relação ao futuro pontífice: conservador, liberal, de centro, com experiência pastoral, forte acento intelectual, boa relação com o mundo, mais ligado à cúria  romana ou disposto a provocar mudanças...

            Porém, tudo isso se torna secundário, pois o papa tem como grande missão confirmar na fé; ou seja, ser o luminar e o porto seguro da fé, da Tradição e do Magistério à luz da Palavra de Deus; que guia os que creem rumo a Jesus Cristo.
            Inesperadamente o Habemum Papam ecoou da sacada de São Pedro ao mundo, dando ao conhecimento que o colégio dos cardeais confiou as sandálias e o anel do pescador a um homem, Cardeal Jorge Mário Bergoglio. Suas primeiras palavras dirigidas ao mundo demonstra que este apostolado petrino supera em muito a pequenez humana, que seu sujeita à vontade de Deus e nela se confia. Disse que os cardeais foram buscar um papa no fim do mundo e pediu orações para o papa emérito Bento XVI e por ele, que assume o governo da diocese de Roma e do mundo. “Agora começamos este caminho juntos, um caminho da caridade das igrejas, de fraternidade, amor e confiança entre nós”, disse o novo papa.

Nascido em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, na Argentina, Jorge Mario Bergoglio formou-se engenheiro químico, mas escolheu posteriormente o sacerdócio, entrando para o seminário em Villa Devoto. Em março de 1958, ingressou no noviciado da Companhia de Jesus (jesuítas). Em 1963, ele estudou humanidades no Chile, retornando posteriormente a Buenos Aires. Entre 1964 de 1965, Bergoglio foi professor de literatura e psicologia no Colégio Imaculada Conceição de Santa Fé e, em 1966, ensinou as mesmas matérias em um colégio de Buenos Aires. De 1967 a 1970, estudou teologia. Em 13 de dezembro de 1969, foi ordenado sacerdote.
     O novo papa passa a assumir agora o nome de Francisco. O nome remete a diversas figuras que tem um lugar especial na vida da Igreja Católica. Um dos nomes mais proeminentes é de São Francisco, o pobre de Assis, que reformou a Igreja Católica a partir do serviço aos pobres e o amor a Jesus Cristo por meio da humildade e do resgate da beleza do Evangelho. São Francisco de Sales, homem de espiritualidade e de uma vida voltada para Cristo com simplicidade, sem buscar coisas grandes, com paciência e sem heroísmos. Outro santo importante é São Francisco Xavier, pioneiro e co-fundador dos jesuítas, mesma congregação do novo papa. Este santo se destacou em sua atividade missionária na Índia e Japão.

     O até antão Cardeal Bergoglio esteve no Brasil em 2007 para a Conferência do episcopado latino-americano. Aqui, unidos com seus irmãos bispos, trabalhou para a confeccção do Documento de Aparecida, que convida todos os católicos a tornarem-se discípulos-missionários. Por isso a eleição de Francisco I revigora a Igreja na sua missão de “fazer discípulos entre todas as nações”.  Sua Santidade traz para o ministério petrino a experiência evangelizadora da Igreja latino-americana e caribenha.
Com toda a Igreja e o mundo entregamos e confiamos a Deus a vida deste grande colaborador da obra de Cristo no mundo.