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segunda-feira, 1 de agosto de 2011



7 de agosto: 300 anos de Cipotânea e 50º
Jubileu sob a proteção de São Caetano
Geraldo Trindade

Às portas do 7 de agosto já se pode dizer que Cipotânea  já se encontra entre as cidades que têm 300 anos de fundação. Sob o patrocínio de São Caetano esta data marca o esforço de milhares de pessoas, que lutando e trabalhando, nos faz orgulhar de nossa terra. Além deste motivo, a cidade no mesmo dia celebra o jubileu em honra de São Caetano, o santo da Divina Providência, que neste ano está em sua 50º edição sob os cuidados do pároco Pe. Rogério Venâncio Rezende.
De maneira muito festiva toda a cidade se alvoroça em organizar e celebrar, com alegria, o padroeiro da paróquia. Neste ano de 2011, o dia 7 de agosto contará com carreata saindo de Barbacena, alvorada, missas (6h, 7h, 9h,11h, 15h, e 16h) e a procissão percorrendo as ruas da cidade, marcando as homenagens ao santo e aos 300 anos de povoação das terras do cipó amarelo, antes, São Caetano do Xopotó, hoje, Cipotânea.

A devoção a São Caetano foi muito propagada pelo ilustre pároco Pe. José Geraldo das Mercês, que conhecendo a biografia do santo foi tomado de piedosa simpatia por sua vida, exemplo e virtudes.
            Que bela imagem ver peregrinos da cidade e de outros lugares acorrerem às ruas para acompanharem as procissões e de forma mais intensa à de São Caetano. É comovente ouvir a multidão entoando com toda a força e ânimo o hino ao seu padroeiro e intercessor: “Graças mil, oh São Caetano, vos entoa de coração. Este povo todo ufano, de vossa alfa proteção. Salve, salve, amável pai, vossos filhos reverentes pela fé e a
mor ardentes, lá do céu abençoai.”
            Quanta alegria perceber que os pedidos de centenas de fieis foram alcançados a Deus sob o intermédio do santo da Providência, que nos ensina a buscar em primeiro lugar o Reino de Deus, pois tudo mais vinrá por acréscimo. Alegria estampada nos rostos sofridos, contritos, confiantes e cheios de fé do povo que inspirando-se em São Caetano cultivam as verdadeira virtudes evangélicas da caridade, do amor ao próximo, do temor a Deus e do serviço.
            São 300 anos de Cipotânea, 50 anos de jubileu que marcam a história de cada um, que de uma forma ou de outra está ligado à esta querida terra. Resta-nos dizer, PARABÉNS AO NOSSO POVO, que vive sua fé, fazendo desta pequenina cidade uma terra singular, expressado grandemente na garra e coragem de cada um que ali nasceu.
            Oh, São Caetano, olhai para este povo querido, que passando, por dificuldades e descasos não deixa de confiar na Providência Divina quando muitas vezes falta-lhes o intermédio solidário de seus irmãos, que podendo fazer algo, optam por nada fazerem. Mesmo assim, VIVA CIPOTÂNEA pelos 300 anos, que São Caetano interceda sempre a Deus por nós e que venham muitos anos de alegrias e conquistas.

domingo, 26 de junho de 2011

O artesanato como vitrine de Cipotânea na Festa do Milho
Geraldo Trindade
Bacharel em Filosofia pela FAM,

Aproximando a Festa do Milho na cidade de Cipotânea, que terá neste ano de 2011 sua 29ª edição convido-os a se deter sobre o artesanato como fonte de sobrevivência para muitos, que lá vivem.
            A atividade artesanal é muito antiga, há pelo menos meio milhão de anos o homem já fazia uso do fogo e sabia fabricar instrumentos.
            No Brasil, nos primeiros anos de colonização foram instaladas oficinas artesanais , onde os artesãos tiveram o ensejo de desenvolverem suas habilidades. Através da Carta Régia de José I destruiu-se as oficinas e os artesãos são declarados fora da lei. Maria I seguiu a mesma atitude e perseguiu todas as formas artesanais do Brasil. Esta situação só se reverteu com a carta régia do príncipe Dom João em 1808, que anulou os alvarás proibidos de sua mãe e autorizou a atividade industrial caseira.
            Inicialmente o que caracteriza o artesanato é a transformação da matéria-prima em objetos úteis, por meio de tradição familiar ou comunitária. O artesão é que faz esses objetos, ele utiliza da inteligência e de sua capacidade de criar e inovar, estabelecendo uma ligação inovadora entre o passado e o presente, possibilitando as gerações posteriores terem acesso a técnicas e experiências acumuladas no passado.
            O artesanato é eminentemente uma manifestação comunitária. Em um primeiro momento os objetos produzidos têm uma função utilitária para o próprio artesão. Ele é também prático, pois surge da necessidade, além de sua aprendizagem se dar pela imitação, ou seja, vendo-se trabalhar.
            O artesanato abrange valores importantes em nossa sociedade: social, possibilitando melhores condições de vida aos artesãos e funciona como elemento de equilíbrio social; artístico porque cada peça feita a mão é única, não se confunde com outra, mas é criada a partir da criatividade criadora do artesão-artista; pedagógico, possibilitando meios para a educação; moral, já que propicia ao aperfeiçoamento espiritual e moral do artesão, afastando de vícios e delinqüências; terapêutico, pois abranda a hostilidade e a personalidade agitada ou outros desvios; cultural porque por meio da peça têm-se traços da cultura, das tradições, dos símbolos, das crenças; e, psicológico, já que o artesão se sente valorizado com sua arte porque faz objetos que têm serventia.
            Em Cipotânea o artesanato remete  à figura do Pe. José Geraldo das Mercês, que se tornou pároco da referida cidade em 1939. Homem simples, alto, batina velha e gestos simples, de cabelos despenteados, mas com um largo e simpático sorriso estampado no rosto. Conhecida é a história de um mendigo, que ao pedir-lhe uma esmola, recebe deste a bolsa de dinheiro, mas que estava desprovida sem nem mesmo o padre saber. O pobre senhor, vendo a situação, tirou o pouco que tinha e depositou na bolsa. O padre sem saber, recebe a bolsa e sai satisfeito.
            Além das lições de humildade e pobreza vividas por Pe. José Geraldo e que ficaram gravadas na memória dos cipotaneanos, seu ministério enriqueceu a cidade em outros aspectos, dentre eles: o artesanato e a devoção à São Caetano.
            O sacerdote observara que o trabalho artesanal com a palha do milho efetuado naquela época somente por mulheres garantia um aumento na renda familiar. Porém, cada cesta era vendida por uma bagatela. No entanto, hoje as peças são vendidas baratas, favorecendo mais o atravessador. Padre José Geraldo chegava até mesmo a comprar o artesanato para estimular a confecção daquilo que muito tempo depois seria a salvação  rentável de muitas famílias cipotaneanas.
            A outra obra há ser ressaltada é a devoção à São Caetano, que Pe. José Geraldo admirava e conhecera a fundo por meio do estudo da biografia do santo da Divina Providência. Dia 7 de agosto está marcado no imaginário de todo cipotaneano de nascimento ou de coração.
            De fato, em Cipotânea, a palha de milho virou moeda de troca e o artesanato proveniente da perspicácia e da criatividade dos xopotoenses virou tradição e cultura de um povo que não tem muito medo, mas segue em frente na esperança de que o futuro se entrelace com seus sonhos grandiosos e animadores.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Quais os sonhos nos 300 anos de Cipotânea?
Geraldo Trindade
Bacharel em Filosofia, estudante de teologia no Seminário de Mariana,
mantém o blog: http://pensarparalelo.blogspot.com
Contato: pensarparalelo@gmail.com

Como podemos ter a exata noção de um fato histórico? Será que a história se basearia somente na narração de um fato?
                Neste ano de 2011 somos convidados a voltarmos nossa memória para os idos de 1711 e vislumbramos o surgimento da localidade de São Caetano do Xopotó e seu povoamento. Esse acontecimento não tem relevância nacional e muito menos internacional, mas a sua grandeza está na proporção subjetiva de pertença a uma terra ou localidade.
                A povoação nos entornos dos rios Xopotó, Brejaúba e Rio Espera; na região dos cipós amarelos há 300 anos pode ser narrada, contada e cantada como ato de bravura e pioneirismo do bandeirantes. No entanto, não podemos nos vangloriar do passado enquanto o presente nos parece turvo e o futuro sombrio. Enxergar e avaliar o passado com os pés no presente e nos futuro é reconhecer a grandeza das gerações passadas e respeitos às futuras.
                Nesse tricentenário, qual o caminho se desponta no horizonte dos cipotaneanos? Onde queremos chegar?
                Indubitavelmente, à luz das esperanças individuais e comunitária, sonhamos que:
- a educação seja a preocupação central e porta de entrada para o mundo globalizado;
- as crianças possam usufruir de tudo aquilo que são seus direitos;
- os idosos tenham atividades recreativas;
- a saúde leve em consideração o respeito a dignidade do cidadão;
- a cultura, o lazer, o esporte seja uma realidade no crescimento qualitativo dos cipotaneanos;
- os trabalhadores de todas as áreas sejam reconhecidos pelo labor diário;
- a segurança e a paz sejam realidades concretas;
- o emprego não se torne privilégio e luxo de algumas pessoas ou grupos;
- a corrupção não faça morada em nosso meio;
- as crianças, jovens, idosos, homens, mulheres, negros, pardos e brancos; ou seja, o ser humano seja a peça central de todo e de qualquer processo de política e transformação de sociedade em nossa querida Cipotânea.
                Esses sonhos garantem-nos que o verdadeiro desenvolvimento da nossa tricentenária cidade passe primeiro pelo desenvolvimento integral do ser humano. Só o homem é que garante a grandeza e a garbosidade de uma terra. Investir no ser humano e em suas estruturas plenificam as múltiplas potencialidades de cada homem e mulher e é isso que pode garantir que de Cipotânea brotem luminares que orgulhem este pequeno torrão.

domingo, 10 de abril de 2011

Homenageados nos 300 anos de Cipotânea
Geraldo Trindade
Outros textos no blog: www.pensarparalelo.blogspot.com
           

        O próximo 7 de agosto terá um sabor diferente e diverso de tantas outras comemorações em Cipotânea. A cidade celebrará seus 300 anos!
            Tricentenária, a pequena cidade, sofrida com o descaso dos poderes governamentais, inclusive até pelos seus; escondida em meio às altaneiras montanhas mineiras; singela em seus sonhos, projetos e expectativas, talvez por eles não serem abraçados por todos; elegantemente simples na discrição...
            Além de tudo isso, galardamente ela se orgulha em enumerar seus rebentos ilustres: advogados, médicos, engenheiros, escritores, “doutores”... E acima de tudo, o título de “terra dos padres”. Certamente, essa denominação é válida devido os 5 bispos e mais de 50 sacerdotes que devotamente serviram e servem à Igreja Católica nos mais recônditos desse Brasil.
            Tudo isso contribuiu para engrandecer a alma dos cipotaneanos, mas os verdadeiros e justos homenageados deverão ser os inúmeros Josés, Caetanos, Joãos, Antônios, Marias, Conceições, Franciscas, Caetanas; que diuturnamente labutaram e ainda lutam com firmeza nas lavouras, nos campos, nos lares, em seus trabalhos, nas famílias, na roça e no seu dia-a-dia em busca de seu sustento.
            Certamente, os cipotaneanos e cipotaneanas sem título, sem reconhecimento ou diploma é que também contribuem para que a vida nesta cidade transcorra com tranqüilidade e bonança. De fato, são essas pessoas é que precisam dos serviços daqueles que tem títulações, reconhecimento ou diplomas.
            Mas, nada disso impede a alegria no fundo do coração de ser cipotaneano, mesmo que alguns tratem de escondê-lo ou renegá-lo. É por isso que amamos esta terra, pois aqui nascemos e aqui encontramos nossas raízes.
            À todos, cipotaneanos e cipotaneanas de nascença ou de coração, meus engrandecidos e agradecidos PARABÉNS!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Origens de Cipotânea: por quê e para quê?
Geraldo Trindade
Bacharel em Filosofia, estudante de teologia no Seminário de Mariana,
mantém o blog: http://pensarparalelo.blogspot.com
Contato: pensarparalelo@gmail.com  


Cuidar da história e do registro dela pode ser considerado desnecessário por muitas pessoas, mas o que seria de cada um de nós se não soubéssemos de nossa história, de quem somos filhos, quem são nossos parentes, como foi nossa infância, juventude?
Antiga Matriz de Cipotânea
            O desejo de conhecer a origem não está só no plano individual, mas vai além; a ponto de queremos descobrir a origem de humanidade, da terra, do cosmos.  Com essa sede de perscrutar a história nós estudamos e criamos um laço afetivo com a história do Brasil, do nosso estado e também com a da nossa cidade - a terra que nos acolheu em seus braços. Terra, que por mais problemas tenha sempre será por nós chamada: “minha terra”, “minha cidade”. O uso do possessivo ressalta que não é distante, mas está ligado afetivamente à nossa vida. Isso nos fascina porque nos garante identidade, que é o que nos torna singular, distinto.
            Assim, não poderia ser diferente com nós, cipotaneanos, que temos imenso carinho por nossa cidade: Cipotânea ou São Caetano do Xopotó, ou somente Xopotó, Sipotaua. Não é por menos, ela completa neste ano de 2011 seus 300 anos de povoação. Daí darmos uma pincelada nesta origem.
            No início da colonização das terras brasileiras houve uma grande busca dos bandeirantes por índios para a mão de obra tanto nas próprias bandeiras quanto nas regiões auríferas. Além do mais esse comércio de vidas e mão de obras serem muito rentáveis. Dessa forma, as populações indígenas foram acuados, e aos poucos se distanciando do litoral e embrenhando para o interior da terra brasilis. Os carijós chegaram à região de Queluz (hoje, Conselheiro Lafaiete) e ao Vale do Rio Pomba. Porém, estes, foram atacados e acabaram por migrar para os vales do Guarapiranga e do Sipotaua (cipó amarelo).
            A caça aos índios se espalhava em vários grupos que tinham o seu ponto de encontro em um lugar que passou a ser denominado por eles de Espera (hoje, Rio Espera). Um desses grupos era chefiado pelo alferes português Francisco Soares Maciel e companheiros vindos de Lamim pelo lado esquerdo do Rio Espera. Chegaram à confluência com o rio Xopotó no dia dedicado à São Caetano, dia 7 de agosto de 1711. Neste mesmo dia foi celebrada a missa pelo Padre João Martins Cabrita. No mesmo local da missa foi erguida uma capela e estava fundado o arraial de São Caetano.
            O mesmo padre benzeu, 45 anos depois, outra capela no dia 19 de março de 1756, dia consagrado a São José, patrono universal da Igreja católica. Em 1829 o povo erigiu um novo templo que viria a ser demolido 125 anos depois. A partir de 1954 a cidade contou com uma nova e esplêndida matriz, pois já no ano de 1857 ela foi elevada a paróquia pelo bispo de Mariana Dom Antônio Ferreira Viçoso, que está com seu processo de beatificação acelerado na Santa Sé (em outro artigo falaremos deste bispo e suas benesses para todo o Brasil).
Atual Matriz de Cipotânea
            Essa nota histórica não traz grandes novidades, mas conforta o coração em saber que essas são datas que nos remetem a origem do chão que pisamos, das paragens que nos acolhem, paisagem que admiramos, do ambiente onde estamos situados. Estes dados nos remetem também aos sonhos de homens e mulheres que desde aquele 7 de agosto de 1711 sonham, lutam, buscam e esperam dias melhores nestas terras; onde eu também, hoje, sonho, luto, busco e espero dias melhores.
            BONS SONHOS CIPOTANEANOS, QUE ELES SE REALIZEM NESTA TERRA QUE NOS VIU NASCER!



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


Cipotânea e suas origens nos seus 300 anos de história
Geraldo Trindade
            A pequenina cidade de Cipotânea no interior de Minas Gerais, que se garba galanteosamente pelos seus rebentos e pela sua história, comemora neste ano de 2011 os seus 300 anos de fundação.
            VIVA CIPOTÂNEA!
            Este rincão em meio à Zona da Mata mineira faz divisa com as seguintes cidades: Rio Espera, Senhora de Oliveira, Lamim e Alto Rio Doce. A origem deste município está na descida dos desbravadores portugueses Francisco Soares Maciel, Narciso Soares Maciel, Manoel Duarte, Fernando Soares Maciel, Manoel de Medeiro Duarte , Jose da cunha; que provindo de Lamim, descendo o Rio espera pararam na confluência com o Xopotó. No dia 7 de agosto de 1711, batizaram estas terras com o nome de São Caetano do Xopotó.
São Caetano em homenagem ao santo do dia e Xopotó, que significa cipó amarelo. Porém, antes mesmo de se chamar Cipotânea e São Caetano do Xopotó,  a região eram chamada de Xipotaua pelos índios do grupo puris, das tribos Croata e Koropos, que viviam às margens do rio Piranga e Xopotó.
Ora, mas o que se comemora desde 1711 até este ano de 2011?
Comemora-se a vitória e a garra de cada um que nasceu nestas paragens: índios, caboclos, negros, brancos, pardos...  É essa sede na busca de seus sonhos e na conquista de seus ideais é que brotam espontaneamente neste ano. De certo, os cipotâneanos buscam suas origens e devem valorizá-las como forma suprema de encontrarem com seus antepassados.
Neste ano do tri-centenário de Cipotânea, muitas comemorações, certamente, deverão marcar esta data. Lancemos, unidos, cipotaneanos de nascença e de coração, essa festa bonita e juntos congraçarmos felizes. CIPOTÂNEA, 300 ANOS DE HISTÓRIA!!!