Geraldo Trindade
O Ano da Fé convocado por Bento XVI
teve início no dia 11 de outubro de 2012, mesmo dia em que há 50 anos se
celebrava a abertura do Concílio Vaticano II. Destacou-se, dessa forma, que o
Concílio e seus desdobramentos giram em torno do anúncio ao homem de hoje sobre
Deus e da importância da fé para sua vida. No fim deste ano tão especial fica
claro que foi uma ocasião única para reavivar a fé dos católicos e animá-los no
espírito de uma evangelização mais convicta.

No dia 24 de novembro, Solenidade de
Cristo Rei do Universo, se dará o encerramento do Ano da Fé pelo papa
Francisco. Neste período muito foi feito e promovido: esforço em valorizar a
fé, conhecendo-a, aprofundando-a e vivendo-a com mais intensidade;
aprofundamento nos documentos conciliares; valorização do Catecismo da Igreja
Católica, o seu estudo como oportunidade de aprofundamento da fé e torná-la
consciente e firme; ações para a transmissão da fé; renovação missionária da
Igreja em nível local e paroquial; o fortalecimento da fé, em meio às
adversidades, pelo testemunho cristão...
Encerra-se o Ano da Fé, mas o
esforço empreendido se perpetua. A fé, após este ano, deve sair mais robusta,
mais esclarecida, mais capaz de dar testemunho e de experimentar a confiança no
Senhor. Conhecer, viver e transmitir a fé são compromissos irrenunciáveis do
batismo e devem ser assumidos no findar deste ano. Os esforços não se esgotam
em um tempo determinado, mas traduzem a missão perene da Igreja: viver da fé
professada, vivida e celebrada em Jesus Cristo.

É preciso que cada fiel experimente
e testemunhe o amor de Deus, pois “os cristãos são chamados a fazer brilhar,
com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos
deixou” (PF 6). É necessário reacender a chama da fé por meio da conversão
constante ao Senhor da vida, do coração e das ações pastorais (PF 6). Neste
processo metanoico a fé cresce e se fortalece quando se abandona
progressivamente no amor de Deus (PF 7).
